quarta-feira, 7 de novembro de 2007

aula de medicina legal

Ora bem... compareci ontem à minha primeira aula de medicina legal. Não era bem a primeira aula, mas foi a primeira a que fui.
Pelos vistos antigamente, mas nem há tanto tempo assim, os critérios que definiam as nossas características aquando da concepção eram os seguintes:- se a mulher fizer coiso e tal com o marido, mas estiver a pensar no amante, o filho é do marido mas sai parecido com o amante.- se a mulher estiver no coiso e tal com o amante e pensar no marido, a criança sai parecida com o marido.
Então e se estivessemos a pensar noutra pessoa qualquer? Ou em pedras, ou em merda ou sei lá o quê...Se bem que se a dita esposa estivesse com o amante, e durante o coiso e tal estivesse a pensar em pedras, realmente não valeria a pena o risco de cometer adultério...digo eu. :S
A pobre da Inês que estava na primeira fila, mesmo à frente do professor, foi necessariamente forçada a ficar até ao fim.:x

Chá das Cinco

Conhecemo-nos no século 90 a.C. e desde então que nos procuramos em todas as encarnações.
A nossa adorável Dora nasceu no Bandundu, curiosa regiãozinha ali a meio caminho entre o Congo e uma outra qualquer, onde aprendeu e desenvolveu a mágica arte do kuduru e do kizomba, maravilhando meio mundo à sua passagem, mediante a delicada movimentação do seu ku(mesmo)duro e o seu balancear de mão em jeito de principesa. Se um dia houve um encantador de animais e um flautista de ....( não me recordo), Dora será, portanto, como que a trombetista da raça humana.
Inês, bela inês...O local de nascimento é incerto e a todos desconhecido, sabendo-se apenas que antes de cá estar estava noutro qualquer ponto geográfico. Alguns teóricos referem que talvez a criatura provenha de qualquer sítio entre Ting Tong na China e Nizjnevartovsk na Rússia, mas naturalmente que seria irresponsável e pouco rigoroso aceitar como factos informações não verificáveis. Inês, a bela inês, pode facilmente caracterizar-se em virtude das suas peculiares doenças, sendo uma ( Aijesusquenaseiondetenhandado) marcada por perdas de noção do tempo e "apagões" de consciência durante longos períodos de tempo, e uma outra designada Ejumamigadopeito. Ambas muito raras. Numa outra encarnação Inês foi minha filha.
Com miss Mary Anne há que ter certa prudência...é robustinha mas tão assustadiça que sempre anda com o cabelo no ar. Mas que grande coração... tão grande que, de preocupação com os passarinhos desalojados e sem abrigo, tratou de fazer um ninho na sua delicada cabecinha para algum futuro inquilino. Ainda não obteve resposta...grandes ingratos! A doce Mary Anne é de fácil reconhecimento em documentos-fotografia através da distorção facial e dedo na boca, elementos que fazem transparecer uma sexyeza extraordionária. O seu "praguejo" de eleição consiste no aumentativo do nome cabra. Exemplo: casa casinha casarão casabrona.
Liliane Liliane... É de todas a mais graciosa. Pelo que pude compreender quando lhe perguntei de onde vinha... só me respondeu que era santa e germânica. Devemos depreender, portanto, que nasceu na Alemanha e que acredita ter caído do céu ou ser a Virgem Maria. Durante mais de metade da sua vida habitou no Moulin Rouge, onde se especializou na arte do Can Can... Podemos facilmente encontrá-la em antigos "posters" nos cafés e tabernas parisienses. A graciosa Liliane, não acreditando na possibilidade da fidelidade masculina e levando a patologia às últimas consequências, tornou-se numa versão feminina de Jack, o Estripador, seduzindo os senhores com o seu pézinho de CanCan. Foi obrigada a fugir. Está a ser medicada.
E, por último, eu. Mas seria muito estranho e narcisistíco (?) estar assim, aqui, a escrever sobre mim mesma...
Somos nós assim.